Data venia o que escrevo fosse só
o que escrevo. e o só que fora escrito,
como se lido então posto prescrito,
inscrito em nó atado, em cego nó.
data venia o que leio do exposto,
sem mal sem gosto, fosse só rascunho,
do dedilhar do meu malgrado punho,
fosse só escrito sem dó ou desgosto.
Quiçá findasse o negrume das mãos,
na alvura do papel que mora à mesa,
o atinar doudo dos olhos sãos.
quiçá os versos mortos em ruiqeza
sobre o papel. versos mortos e vãos,
furtassem das mãos a viva tristeza.
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1 comentários:
deixe que passe pelo suor mudo de nossos dedos enlaçados toda essa tristeza tua, que eu hei de morde-la até que se desmonte em estilhaços!
quiçá, os versos revivam no dulcissimo do sorrir seu.
amo-o!
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